Entrevista: LowBlow

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Os LowBlow vêm do Barreiro e desde meados de 2008 que dão a Portugal um som pesado e cheio de garra.
Tech, vocalista, representa aqui a primeira banda nacional a ser entrevistada para o blog e fala-nos do seu projecto tal como deste “novo” movimento, o Beatdown.

1- Como é que tudo começou?
Eu e o Baz já tínhamos tido outro projecto musical há uns anos, eu como baixista e ele como vocalista. Isso acabou e nós como estávamos mais ligados à cena Hardcore falamos em fazer uma banda, tão sabíamos que o Corvo também dava uns toques no baixo e conhecíamos o Johny como baterista apesar de saber que ele era mais de outras ondas. Falamos com ambos e alinharam. Passamos por uma fase de adaptação, principalmente para o Johny se ambientar mais e pronto, quando todos chegamos à conclusão que tínhamos o que era necessário para fazer uma banda coesa, começou a sério.

2- Quais são as principais influências de LowBlow (bandas)?
Hm, essa é mais complicada porque cada um vai buscar as suas cenas e depois é tudo falado e chegamos a um acordo. Mas diria que Shattered Realm e Knuckledust são talvez as bandas que mais nos influenciam.

3- Este movimento chamado de Beatdown anda a fazer furor nos últimos tempos principalmente na Europa.
Como caracterizam este estilo de música? Trata-se de um subgénero do Hardcore ou algo aparte?

Eu pessoalmente abomino quando dizem que Beatdown não é um subgénero do Hardcore porque é. Para mim é uma forma de passar uma mensagem mais negativa e mais violenta porque quer queiramos quer não a vida fode-nos a todos, cada um à sua maneira e todos temos aqueles dias em que só nos apetece rachar crânios. É verdade também é que com isso tudo muitas das bandas Beatdown se esqueceram que Hardcore é também passar uma mensagem interventiva, não necessariamente em todas as músicas mas é, então fazem do Beatdown apenas um estilo de parecerem “badasses” e de promover violência gratuita quando é muito mais que isso.

4- Começaram a aparecer algumas bandas de Beatdown na tuga nesta temporada de 2008/2009, acham que é algo
para ficar ou está apenas de passagem por terras de Portugal?

Eu espero que seja para ficar porque se for só de passagem é porque não foi feito de alma e coração. Também todos temos de compreender que as coisas evoluem e o Hardcore não é excepção, por isso acredito que tenha vindo para ficar e para evoluir.

5- Desde Janeiro de 2009 que LowBlow começou a tocar ao vivo. Até agora qual foi o vosso concerto preferido?
Acho que falo por todos quando digo que o do Let’s Rock com TRC foi o nosso favorito até agora, talvez porque o nosso concerto em si correu-nos mesmo bem, o pessoal aderiu mais do que estávamos à espera e tivemos um bom feedback de malta que ainda não nos tinha visto ao vivo, depois porque também essa noite foi o primeiro e até à data o único concerto que organizamos, com ajuda dos bêbados da Massmurder, much respect, e com grande mérito do Baz, e porque no fim tudo correu bem, todas as bandas tiveram prestações excelentes. Ah, também porque conseguimos cumprir aquilo que prometemos aos ingleses que foi uma bruta prestação do público português! Foi excelente essa noite.

6- Para quando a gravação de uma Demo?
Opaaaa… pelo caminho que isto leva.. para nunca ahah! Não te sei responder. Gravamos actualmente 3 malhas, 2 delas estão no nosso myspace, com ajuda do Ivo e do Dani de Facedown (much respect para eles também) e por mim podíamos continuar a gravar assim porque na minha opinião contam mais esses momentos que passamos a gravar entre amigos, mesmo que o produto final não seja de topo do que gastar montes de dinheiro só para ter uma gravação melhor etc. Mas neste aspecto as opiniões entre a banda dividem-se por isso talvez um dia, quando todos tivermos guito para investir nisso. Mas sinceramente, acho que o que conta é mesmo que as pessoas conheçam os sons para se curtir ainda mais nos concertos e para me roubarem o mic que eu não posso estragar a voz ahah! Safoda se os sons estão bem ou mal gravados.

7- Planos para o futuro?
Para o futuro vai ser complicado, agora que o Baz e a mulher esperam uma menina para Janeiro, que apesar de ter o pai que tem vai ser linda, vamos abrandar um bocado o ritmo que levávamos, pelo menos a nível de ensaios. De resto iremos continuar cheios de vontade para tocar e curtir com o pessoal sempre que possível.

8- Últimas palavras para o pessoal que está a ler?
Don’t forget the struggle, don’t forget the streets.

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Uma resposta to “Entrevista: LowBlow”

  1. WALKtheWALK Says:

    boas perguntas, e acima de tudo boas respostas.

    ainda estou a engendrar aquela entrevista de que te falei…lá para 2010 talvez lol, a falta de tempo dá nisto.

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