6/Fevereiro @ Casa de Lafões, Lisboa

18 18UTC Janeiro 18UTC 2010 por gplague

Lifedeceiver – Novo Merchandise

7 07UTC Janeiro 07UTC 2010 por gplague

O outro design da gaja so vai sair juntamente com o disco.
Por enquanto fizemos este design e vamos fazer um numero limitado de crewnecks. Quem estiver interessado que mande PM com o tamanho desejado.

SHIRTS / 10 EUROS
CREWNECKS / 15 EUROS

COMPREM PARA O PAI, PARA A MÃE, PARA AS NAMORADAS E NAMORADOS.

AJUDEM A BANDA!

http://www.myspace.com/lifedeceiverhc

http://www.myspace.com/lifedeceiverhc

http://www.myspace.com/lifedeceiverhc

Not Without Fighting – “Believe” Release Show

6 06UTC Janeiro 06UTC 2010 por gplague

APAREÇAM CAMBADA! E COMPREM O CD!

IOYN Records presents…

3 03UTC Janeiro 03UTC 2010 por gplague

É verdade, a I Owe You Nothing Records está de volta e com um grande lançamento a sair em Março deste novo ano.

Em breve iremos ter novas datas de concertos anunciados no myspace de For The Glory tal como novas músicas em meados de Fevereiro.

Para breve está também a possibilidade de Pre-Order deste Split em vynil.

Entrevista: André Lopes – “Straight Edge”

26 26UTC Dezembro 26UTC 2009 por gplague

Demorou mas lá se conseguiu preparar esta entrevista!

O vocalista de Killing Frost, André Lopes, acordou em responder a algumas perguntas sobre o Straight Edge (ao qual se identifica à já alguns anos) e dar a sua opinião em temas que todos nós já estamos habituados.

Para ti o que significa/representa o straightedge?
Para mim o straightedge é, como sempre foi, nada mais que um estado de espírito. É uma decisão pessoal que deve somente reflectir a escolha de um individuo e não a pressão de querer pertencer a um grupo, seja ele qual for. Ao contrário de muitos, não vejo o straightedge como uma arma ou força rebelde porque ambas são de certo modo descabidas se tivermos em conta a escala do movimento em que se inserem. Não fumar, não beber e não tomar drogas são decisões complicadas num mundo onde quase tudo gira à volta disso. A sociedade faz questão de, até certo ponto, marginalizar socialmente as pessoas que não praticam nenhum dos três hábitos referidos acima e como tal, assumir a ideologia straightedge faz com que nos tornemos numa ovelha negra num mundo de carneiros que se seguem mutuamente. Ser straightedge é ter força suficiente para aguentar a pressão que isso trás e continuar convicto. É relativamente triste ter noção que a maioria das pessoas não se consegue divertir sem estar sob a influência de substâncias artificiais e pior ainda é ter noção que dessa maioria, grande parte o faz apenas porque os amigos o fazem. As consequências disso são visíveis e constantemente divulgadas nos blocos noticiosos e páginas de jornal numa base diária. Eu prefiro dizer não a essa fantochada toda e viver a minha vida por mim, sóbrio.

Achas que muitas vezes é usado apenas como estatuto?
Definitivamente, e até certo ponto não censuro isso embora ache que haja limites para tudo. Ser straightedge não faz indivíduo A melhor que indivíduo B só porque diz não às drogas. Infelizmente há quem realmente viva com esse tipo de mentalidade e critique todos os que são diferentes dele. Pior ainda há quem tente convencer qualquer pessoa que assim não o seja a ser straightedge. Acho isso ridículo por demais e tenho-o como uma realidade bem distante daquilo que é a minha visão sobre o straightedge, “convencer” alguém a ser straightedge vai contra aquilo que o straightedge é suposto ser em primeiro lugar: uma escolha pessoal.
Não directamente ligado com estatuto mas algo que também acontece muito na cena hardcore são os miúdos (e graúdos) que se “escondem” por trás do X para impor regras e se fazerem passar por algo que não são, mostrarem-se ao mundo como pregadores deste modo de vida como se fossem o Papa. Como disse acima, ser straightedge é, ou deve ser, uma decisão estritamente pessoal e não uma religião. Felizmente, como diziam os Terror, “the loudest are the first to go”.
Para alem destes há também os que se assumem como straightedge mas não vão a concertos, ouvem pouco hardcore e dificilmente compram um disco. Curiosos também os que se estendem muito sobre o assunto quando online mas raramente são vistos na sala de concerto. Todos esses não passam de marretas.

Existem casos de bandas auto-intituladas de straightedge mas que ao fim de algum tempo o deixaram de o ser. Achas que esse “título” é por vezes usado como forma de marketing?

Não necessariamente. Creio que ser straightedge e experimentar viver sem recurso a drogas faz parte da vida de muitos jovens que se identifiquem com o hardcore. É mais que normal que a certa altura se sintam no topo do mundo graças a isso e decidam fazer uma banda que expresse aquilo que sentem. Igualmente normal é passado algum tempo descobrirem que se estavam a enganar a eles próprios e partam para outra. Quase todas as grandes bandas straightedge deixaram de o ser nalgum ponto da sua carreira. A realidade é que o straightedge não é, de facto, para qualquer um (no sentido que é muito mais fácil deixar de ser do que continuar) e não nos cabe a nós julgar as decisões dos outros. Pelo menos desde que a música seja boa!

Quais são as bandas que para ti representam melhor o straightedge?
As que a brincar, levavam o straightedge demasiado a sério: SS Decontrol, DYS, Project-X e Judge. São letras como as dessas bandas que me lembram porque é que não quero pertencer ao rebanho para o qual somos atirados todos os dias.
Em relação a bandas mais modernas, e são poucas as que oiço, abomino toda e qualquer banda que romantize o straightedge e aquilo que é sê-lo. A frase abaixo espelha bem a minha visão sobre o assunto.

I see no good in my mind getting fucked, a needless vaccuum and I won’t be sucked” – DYS (1983)

O straightedge está directamente ligado ao hardcore como se sabe, pessoal que vive igualmente este dia-a-dia de abstinência mas não conhece o meio e toda à história que está por de trás deste estilo de vida pode ser considerado straightedge?
Não. Ser straightedge não é o mesmo que não tomar drogas, não fumar ou não beber embora muitas pessoas confundam isso e julguem o contrário. Embora fuja um pouco à tua questão, entenda-se que o straightedge faz parte da cena hardcore e vai sempre estar directamente relacionado a ela por muito que o tentem promover na imprensa ou na televisão como sendo uma “opção de vida alternativa”. Já tive hipótese de ver várias dessas tentativas de promoção a uma escala maior e compreensivelmente todas elas falharam ou passaram despercebidas sem grande burburinho. Tanto o hardcore como o straightedge (note-se que estou a falar de hardcore na sua forma original) estão destinados a nunca sair do anonimato por serem demasiado específicos e longe de fácil compreensão pelo público em geral. Foi no underground que nasceu e é lá que há-de permanecer por longos anos.
Voltando à tua questão, se a razão principal para não se consumir drogas não for o envolvimento com o movimento e a cultura hardcore então creio que é explícito que nada tem a ver com straightedge.


As grandes bandas da década de 80′ que representavam o straight edge já há “muito” que terminaram. Achas que hoje em dia o feeling, a simplicidade e sobretudo a mensagem mais directa (e não tão abstracta como as bandas da actualidade) se tem vindo a perder?

Depende, há bandas e bandas. O problema nos dias que correm é que há tantas bandas que é difícil encontrar a agulha no meio do palheiro. Mas ela está lá para ser encontrada, hoje em dia faz-se algum bom hardcore com uma mensagem actual embora não em tão grande escala como se faz mau hardcore com uma mensagem passada, chata ou desfasada da realidade. A Internet permite uma divulgação rápida e sem filtros de tudo o que se produz e isso tem tanto de bom como de mau mas voltando ao assunto, creio que haja bandas que continuam a divulgar o straightedge com o mesmo sentimento, simplicidade e energia que ele merece, ainda que grande parte delas não se esforce para fazer e dizer mais do que já foi feito ou dito anteriormente. O que acho que falta nos dias de hoje é o factor provocatório e arrogante do straightedge que muito marcou os anos 80 e que para sempre há-de estar ligado ao straightedge devido ao seu carácter e origem. Enquanto nós continuarmos a carregar a tocha, o straightedge há-de se manter forte e vigoroso como até agora. Só é preciso não deixar de acreditar porque a mensagem principal é passada por nós nas nossas atitudes e postura em relação ao mundo e não de qualquer outra forma.

FIM DO ANO

22 22UTC Dezembro 22UTC 2009 por gplague

2009 termina dentro de dias e na cena portuguesa fizeram-se sentir alguns tremores bem positivos e outros, infelizmente, negativos.

Este ano foi de muita produtividade e repleto de novidades pela tuga.

Foram criadas editoras como a Salad Days e a Black Rain Records e a nova Booking Agency da Margem-Sul, a MassMurder Bookings.

Assistimos também ao aparecimento de novas bandas como Never Fail, Together e Critical Point. Infelizmente, outras bandas escolheram 2009 para terminar, como é o caso de Day Of The Dead.

For The Glory aproveitou também para gravar um vídeoclip para a música “Survival Of The Fittest“.

Alguns releases foram postos cá fora também desde tapes a LP’s e também CD’s.. As melhores gravações nacionais deste ano, segundo uma votação geral, ficam para o LP de despedida dos DOTD - “Perspectives” e o CD de Reality Slap – “My Brother Evil“.

Os americanos Death Threat passaram por Lisboa, em conjunto com No Turning Back, e deram um dos melhores shows de todo o ano.

Não nos podemos esquecer também do gigantesco festival organizado pela MassMurder – “October Massacre Fest” que contou com grandes nomes do Hardcore nacional e europeu.

A mítica sala do Campo Grande reabriu e deu lugar a mais outro soberbo evento, o release show do último CD de Reality Slap.

Outros bons concertos se deram como The Effort, no Algarve, ou Outrage, na Moita.

Quero também prestar uma pequena homenagem aos DOTD que muito fizeram pela cena portuguesa nestes últimos anos e em muito contribuíram para a evolução do nosso pequeno (mas grande) movimento. O seu último concerto, no Montijo, foi um dos melhores a que já assisti desde sempre, é um feeling quase inumano.

Resumindo, foi um ano positivo a meu ver. Esperemos que 2010 continue em força e não à sombra de 2009.

Death Will Come – Novo Vídeo

21 21UTC Dezembro 21UTC 2009 por gplague

O EP da banda nortenha está com vontade de sair e para dar um gostinho deste mesmo, os DWC, lançaram um vídeo com imagens de estúdio e da banda.

www.myspace.com/deathwillcome0

Critical Point

28 28UTC Novembro 28UTC 2009 por gplague

De Faro chega-nos mais uma recente banda, com ex-membros de outras bandas algarvias bem conhecidas na cena nacional.

Critical Point caracteriza-se pelo seu som rápido e directo de Hardcore Youth Crew, apoiando o vegetarianismo e straight-edge, bem à moda de bandas como Youth Of Today ou até Project-X.

Gravaram já a sua demo de 4 músicas em cassete (uma única press com apenas 100 cópias) que se encontra à venda de momento.

A banda faz parte do line-up algarvio pela última tour europeia de Broken Distance.

Not Without Fighting – “Believe” EP

28 28UTC Novembro 28UTC 2009 por gplague

Já se encontra à venda o mais recente EP da banda Not Without Fighting. “Believe” pode ser comprado por 7€ ou num pack com t-shirt por apenas 13€.

Para encomendar basta aceder ao Myspace da banda ou podem também compra-lo num qualquer concerto de NWF/MassMurder Bookings.

Myspace: http://www.myspace.com/mshcnwf

 

 

Entrevista: LowBlow

13 13UTC Novembro 13UTC 2009 por gplague

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Os LowBlow vêm do Barreiro e desde meados de 2008 que dão a Portugal um som pesado e cheio de garra.
Tech, vocalista, representa aqui a primeira banda nacional a ser entrevistada para o blog e fala-nos do seu projecto tal como deste “novo” movimento, o Beatdown.

1- Como é que tudo começou?
Eu e o Baz já tínhamos tido outro projecto musical há uns anos, eu como baixista e ele como vocalista. Isso acabou e nós como estávamos mais ligados à cena Hardcore falamos em fazer uma banda, tão sabíamos que o Corvo também dava uns toques no baixo e conhecíamos o Johny como baterista apesar de saber que ele era mais de outras ondas. Falamos com ambos e alinharam. Passamos por uma fase de adaptação, principalmente para o Johny se ambientar mais e pronto, quando todos chegamos à conclusão que tínhamos o que era necessário para fazer uma banda coesa, começou a sério.

2- Quais são as principais influências de LowBlow (bandas)?
Hm, essa é mais complicada porque cada um vai buscar as suas cenas e depois é tudo falado e chegamos a um acordo. Mas diria que Shattered Realm e Knuckledust são talvez as bandas que mais nos influenciam.

3- Este movimento chamado de Beatdown anda a fazer furor nos últimos tempos principalmente na Europa.
Como caracterizam este estilo de música? Trata-se de um subgénero do Hardcore ou algo aparte?

Eu pessoalmente abomino quando dizem que Beatdown não é um subgénero do Hardcore porque é. Para mim é uma forma de passar uma mensagem mais negativa e mais violenta porque quer queiramos quer não a vida fode-nos a todos, cada um à sua maneira e todos temos aqueles dias em que só nos apetece rachar crânios. É verdade também é que com isso tudo muitas das bandas Beatdown se esqueceram que Hardcore é também passar uma mensagem interventiva, não necessariamente em todas as músicas mas é, então fazem do Beatdown apenas um estilo de parecerem “badasses” e de promover violência gratuita quando é muito mais que isso.

4- Começaram a aparecer algumas bandas de Beatdown na tuga nesta temporada de 2008/2009, acham que é algo
para ficar ou está apenas de passagem por terras de Portugal?

Eu espero que seja para ficar porque se for só de passagem é porque não foi feito de alma e coração. Também todos temos de compreender que as coisas evoluem e o Hardcore não é excepção, por isso acredito que tenha vindo para ficar e para evoluir.

5- Desde Janeiro de 2009 que LowBlow começou a tocar ao vivo. Até agora qual foi o vosso concerto preferido?
Acho que falo por todos quando digo que o do Let’s Rock com TRC foi o nosso favorito até agora, talvez porque o nosso concerto em si correu-nos mesmo bem, o pessoal aderiu mais do que estávamos à espera e tivemos um bom feedback de malta que ainda não nos tinha visto ao vivo, depois porque também essa noite foi o primeiro e até à data o único concerto que organizamos, com ajuda dos bêbados da Massmurder, much respect, e com grande mérito do Baz, e porque no fim tudo correu bem, todas as bandas tiveram prestações excelentes. Ah, também porque conseguimos cumprir aquilo que prometemos aos ingleses que foi uma bruta prestação do público português! Foi excelente essa noite.

6- Para quando a gravação de uma Demo?
Opaaaa… pelo caminho que isto leva.. para nunca ahah! Não te sei responder. Gravamos actualmente 3 malhas, 2 delas estão no nosso myspace, com ajuda do Ivo e do Dani de Facedown (much respect para eles também) e por mim podíamos continuar a gravar assim porque na minha opinião contam mais esses momentos que passamos a gravar entre amigos, mesmo que o produto final não seja de topo do que gastar montes de dinheiro só para ter uma gravação melhor etc. Mas neste aspecto as opiniões entre a banda dividem-se por isso talvez um dia, quando todos tivermos guito para investir nisso. Mas sinceramente, acho que o que conta é mesmo que as pessoas conheçam os sons para se curtir ainda mais nos concertos e para me roubarem o mic que eu não posso estragar a voz ahah! Safoda se os sons estão bem ou mal gravados.

7- Planos para o futuro?
Para o futuro vai ser complicado, agora que o Baz e a mulher esperam uma menina para Janeiro, que apesar de ter o pai que tem vai ser linda, vamos abrandar um bocado o ritmo que levávamos, pelo menos a nível de ensaios. De resto iremos continuar cheios de vontade para tocar e curtir com o pessoal sempre que possível.

8- Últimas palavras para o pessoal que está a ler?
Don’t forget the struggle, don’t forget the streets.